Para que tanta tecnologia? Por que um celular com 4.098 cores
Setembro 24, 2007 de Gil Giardelli & Humanidade 4.0
Postado em Economia Digital | Tagged capitalismo, cultura digital, digital, Digital Marketing, globalização, Inovação digital, iphone, jornais, mobile | 6 Comentários
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Concordo contigo quando questiona a necessidade de se armazenar 40.000 músicas quando não se tem tempo para ouvir um cd inteiro. Mas vejo uma explicação, pelo menos é o motivo que vejo para se ter algo assim.
Muitas vezes não tenho tempo de ouvir um cd, as vezes nem tempo pra ouvir música. Mas quando tenho tempo gosto de ter todo meu acervo musical a disposição. Simples assim. Se para isso fosse preciso um aparato do tamanho de um notebook eu não queria, mas já que alguém criou algo do tamanho de uma caixa de fósforos vamos usar.
Existem dois tipos de consumidores de tecnologia: aqueles que consomem por necessidade ou gosto (quando têm condições financeiras de adquirir o aparato em questão) e os que consomem para dizer que possuem algo bacana, pra dizer que está na moda ou que é um ser antenado com as “parada”. No meu ponto de vista, tecnologia - como tudo nesta vida - é pra ser usada e abusada sim, mas quando se trata de necessidade e/ou conveniência e não por modismo. É incrível como o brasileiro deixa de comer ou de pagar as contas de água e luz pra comprar o último modelo de celular do mercado. Isso, pra mim, é de uma ignorância sem tamanho…
Quanta verdade, Gil. Nós criámos mais coisas que aquelas que somos capazes de consumir e depois andamos o tempo todo a correr, queixando-nos da falta de tempo porque tudo, mas tudo, parece tão apelativo, de uma imperatividade quase infantil. Criamo-nos necessidades consumistas e gostamos de as criar e depois temos q trabalhar cada vez mais para as satisfazer - o eterno circulo vicioso. Às vezes apetecia-me desligar a corrente do mundo e apanhar um voo para o lugar onde as nuvens descansam. Às vezes consigo
Gil, será que não pode ser uma outra e mais simples abordagem? Por exemplo, a capacidade ou característica deste e outros aparelhos modernos são fatos “dados”, ou seja, estão aí como consequência da evolução do que se produz. Acho que menos de 0,1% da população mundial conseguirá utilizar mais do que 15% da capacidade embarcada deste e de qq outro dispositivo (lembra-se do velho video-cassete??? quem sabia utilizar mais do que as funções básicas, reproduzir, avançar, retroceder, ejetar, …., será que você sabia utilizar todo o potencial daquele “dinossauro”).
Entendo o aspecto e a reflexão que você propôs, mas a diferenciação do mundo moderno também se faz pela quantidade de coisas, ou como se diz “features de valor agregado” que não são utilizadas!
Outro dia parei para olhar a oferta dos celulares mais simples das operaboras…..cara, duvido que um simples usuário de “Jesus me Chama” será capaz de utilizar aquele ínfimo instrumento de maneira completa!
O que hoje pode parecer supérfluo, acabará se tornando essencial em um futuro próximo.
Porque o monitor que você usa pode reproduzir mais de 16.8 milhões de cores distintas? Para se aproximar da realidade quando apresentar a você imagens!!
Para que armazenas 40000 músicas? Isso é apenas uma comparação para mostrar a você que há muito espaço. O correto seria falaram a capacidade em Gbytes. Você faz com o espaço o que bem entender, pode carregar arquivos, músicas e filmes (que ocupam de 700Mb a 4.2Gb dependendo do formato). Ah! E ver filmes com 4096 cores não é lá muito agradável!!